quarta-feira, maio 16, 2007

A volta da fase amarela

Roubando a frase de um antigo desenho animado da Hanna Barbera do qual eu gostava muito, meu comentário com relação à eliminação do São Paulo na Libertadores é: "eu te disse, eu te disse".
E infelizmente isso é verdade e não foi nenhum exercício de clarividência. Foi só juntar os pedaços e concluir o óbvio: o Tricolor estava frouxo, sem pegada, e a derrota era inevitável.


Tcheco fez o primeiro do Grêmio...



...e Diego Souza o segundo.


Dizer que o Grêmio não fez por merecer a vitória é ser um mau perdedor, mas me sinto incomodado pela idéia de que o elenco do São Paulo é melhor, de que os jogadores são mais experientes em competições internacionais e de que o técnico é mais vencedor.
Por que, então, a eliminação?
Meu antigo chefe tem uma teoria interessante.
Segundo ele, antes de formar o time campeão da Libertadores, o São Paulo sofria de uma falta crônica de raça, que ele também costuma definir como coragem.
Com a vinda de Mineiro e, principalmente, de Lugano, o time passou a ter em campo uma figura que gritava (sempre), batia (quase sempre) e literalmente "cagava sangue" para demonstrar que só vence quem se entrega e que não adiantava só ter técnica e habilidade.


Ele é "el cara".


Foi com essa raça (e violência comedida) que o São Paulo deixou de ser o time que jogava bem o campeonato todo e amarelava na fase decisiva.
Os anos do "quase" ficaram para trás e vieram um título da Libertadores e um Mundial Interclubes para comprovar que o Rei Lugano tinha a razão.
Mas ele foi embora, o Mineiro também e o time perdeu a sua referência.
Ainda segundo meu ex-chefe, isso explica muito bem as recentes derrotas do time: na hora da decisão, o time "amarelou" e foi eliminado.

A boa vitória na estréia do Brasileirão não me empolga muito.
O time jogou bem, mas particamente não teve adversário. Parecia que era o Goiás que vinha jogando duas vezes por semana desde o início do ano.
Mas talvez haja luz nas cinco alterações feitas no time, principalmente nas entradas de Jorge Wagner e Dagol desde o início.
Com a saída de Junior, a presença de Jorge Wagner em campo ganha ainda mais importância, mas só o tempo dirá se isso é suficiente para controlar a "paúra".

Por aqui, só me resta torcer para que o Alquimista consiga reformular o time e dar um pouco mais de raça e vontade de vencer a esse grupo que está longe de ser ruim.

Ou pela volta do Lugano! Nunca se sabe!

Fotos: Terra

quarta-feira, maio 09, 2007

E o Tricolor vacila

Não sei, não.
O resultado do jogo de quarta contra o Grêmio me parece sintomático demais para ser ignorado.
Sintomático da atual fase do Tricolor, uma espécie de entressafra de confiança do time e segurança para o torcedor.
Por mais ilógico que pareça, a saída de algumas peças chave (e de outras nem tanto) do time campeão do ano passado, pode estar fazendo muita diferença e tornando difícil a vida do meu querido Muricy "O Alquimista" Ramalho.


Miranda, o artilheiro da noite


Por mais otimista que eu tente ser, me incomoda bastante a dificuldade do time em marcar gols, mesmo que a bola chegue perto muitas vezes.
Talvez fosse melhor que o Aloísio chutasse a gol só de vez em quando. Duvido que a perna dele caia se rolar um chutinho a gol, mesmo que para fora.
E duvido também que o Souza vá ter lesão de menisco se colocar o pé na forma e acertar o gol quando estiver na cara do goleiro.

Não acho que a eliminação no Paulista seja um símbolo de desastre.
Acho que São Caetano mereceu golear.
Ao invés disso em preocupo mais com o futuro, que se não é negro como o do Corinthians, pode muito bem voltar a ser como antes, onde o time sempre ia bem nos torneios mas nunca ganhava nada.
Me preocupo com a estrutura de um time que sente a falta de Danilo, por mais blasfemo que isso possa ser.
E me preocupo também com a saúde do Josué, o único marcador decente do time. Se você espirrar, valente Josué, receba meu "saúde" preventivo.

Falando um pouco o jogo contra o Grêmio, estou tentando resistir à tentação de achar que o Dagol é a salvação da lavoura. Por melhor que ele tenha jogado, a lógica me impede de pensar assim. Por melhor que fosse, nem Pelé nem Maradona ganhavam nada sozinhos. Se o primeiro tinha a espetacular companhia de Pepe, Pagão, Coutinho, Mengálvio e Clodoaldo, o segundo tinha Valdano, Burruchaga e outros cabeças-de-bagre de pouca técnica e muita raça.
Tanto o Santos quanto a Argentina tinham um gênio e um time.
O meu Tricolor não tem nenhum gênio e está pelejando para formar um novo time.


Dagoberto e Amoroso: estréias bem diferentes


O que o futuro sem Junior e outros nos reserva?
Só Dagol, Jorge Wagner e a Comissão Técnica do Céu podem dizer.
Por aqui, só me resta torcer e torcer.

Vai São Paulo!

Fotos: Terra

segunda-feira, maio 07, 2007

(pronto) Decisões

Não tenho vontade de falar muito sobre as finais da Champions League.
Ver o Milan e o Liverpool decidindo o título novamente me dá uma sensação de deja vu que deixa coisa bem mais chata.
Ao invés de analisar as chances ou os elencos de cada um, prefiro fazer algo que conheço muito mais: vou apenas torcer, torcer para que ganhe aquele que jogue o futebol mais bonito, mais eficiente e menos burocrático.

Sendo assim, acho que torço pela vitória do Milan de Kaká, Ronaldo e Seedorf, o monstro.
Que me desculpe o bom Gerrard, mas torcer para inglês só se fosse o time dos Smiths contra o time do Eros Ramazotti.


O Principe, um dos craques do Milan



Gerrard, o craque do Liverpool


E tem mais: se a Comissão Técnica do Céu trabalhar direitinho e suar a camisa, existe a chance do Tricolor bater novamente o Milan, o que seria bom demais para ser verdade. Sim, por que ganhar do Liverpool de novo não tem graça.

Como diz a letra daquele velho samba, "Sonhar não custa nada..."

Fotos: Terra

sexta-feira, maio 04, 2007

(pronto) Inacreditável



Não há explicação coerente para o que fez o goleiro do Velez Sarsfield durante o clássico contra o Boca na noite da última quarta-feira.
Foi uma agressão violenta, desmedida e totalmente desnecessária.

A bola estava dominada, o jogador Palacio do Boca estava longe e o risco de choque era praticamente nulo. Era uma simples questão de pegar a bola no alto, pisar o gramado novamente e sair jogando.
Mas isso é simples demais para algumas pessoas que fazem hora-extra aqui neste mundo.
Para que fazer direito se eu posso fazer errado e "me dar bem"?

É, mas parece que ele não se deu tão bem assim: foi expulso, seu time foi punido com um pênalti (que o infeliz do Palermo perdeu, mas isso é outra história), a derrota por 3 a 0 deve custar a classificação e a punição deve novamente pesar no bolso.

Na minha opinião, isso é pouco. Cadeia seria mais apropriado para um bandido dessa estirpe, mas duvido que se chegue a esse ponto.
Pelo menos se começou bem e a coisa não acabou em pizza ou parrillada.
Vamos ver as consequências!

Fonte: Terra

sexta-feira, abril 27, 2007

Tricolor, Pernalonga e os "estruturados" rivais



Como sempre acontece no mundo do futebol, até um bom e inovador negócio virou piada na boca dos rivais.
Nenhum deles levou muito em consideração o contrato de licenciamento do São Paulo com a Warner, um dos únicos da América Latina. Todos se fixaram na ausência (proposital) do Piu-Piu.

Cambada de lazarentos e invejosos!

Se a Warner achou melhor não levar um ícone da delicadeza (e por que não dizer, da viadagem) para o evento de assinatura do contrato com o Tricolor, problema dela.
Por mim não faria diferença alguma, já que já declarei que não me sinto nem um pouco ofendido ao ser chamado de Bambi ou coisa que o valha.

Melhor seria se os adversários olhassem para o próprio umbigo e notassem a pindaíba e o improviso com que seus clubes são geridos.
Não. Na verdade é melhor que eles não façam isso.
Já pensou se o Corinthians se organiza, contrata um técnico decente, forma um time competitivo e arruma um Presidente que não esteja preocupado apenas em encher os próprios bolsos e os dos familiares?
Se isso acontecer, acabou a alegria.
E como dizem alguns amigos tricolores: o Corinthians só me dá alegrias (veja aqui e aqui) e se não existisse, precisaria ser inventado!

Chupa, Favela!


Começou bem, hein Paulão!



Ê, torcidinha!

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Quem é o gordo?

Parece que o título de "Ronalducho" pode estar mudando de mãos.
Segundo o jornal espanhol As, o superastro do Barcelona, além de estar jogando mal, também está vários quilos acima do peso ideal.
Até aí tudo poderia ser intriga da imprensa, ávida por aumentar as vendas, não fossem as fotos tiradas na semana passada após o jogo com o Liverpool pela Champions League.
O gaúcho, apreciador de dançarinas do Faustão, exibiu uma pança digna dos mais habilidosos jogadores de dominó e bridge e bastante diferente daquela que possuia em 2006, durante a Copa do Mundo.
Como uma imagem vale mais do que mil palavras, ei-las.


O antes



O depois



Mais um depois


Depois do humor, um pouco de opinião.
Não sou doido de achar que o Ronaldinho não é craque ou não merece os títulos de melhor do mundo que ganhou, mas sempre tive a sensação de que, assim como o Rivaldo, ele é um "jogador de clube" e não um jogador de "Seleção".
Explicando melhor: seja por conta do esquema tático, seja pela fogueira de vaidades que o treinador da Seleção tem que administrar, seja pelo nível técnico dos companheiros, o nível de futebol demonstrado pelo Gaúcho na Seleção sempre me pareceu inferior àquele exibido no Campo Nou ou em outros gramados da Europa.
Vestindo a "azul-grená" ele "arrebenta". Já vestindo a "amarelinha", ele costuma se esconder.

Uma pena, por que se ele, Kaká, Roberto Carlos e o resto da rapaziada jogasssem tudo o que sabem quando estão na Seleção, a situação ficaria muito feia para o Zizou e seus companheiros de continente.
Ah, ficaria.
Quem sabe um dia isso volte a acontecer? Quem sabe?

Fonte: Terra

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

O brasileiro e a marcação

Foi um colega de trabalho com muito mais temporadas nas costas que disse que o jogador brasileiro só brilha quando não é marcado. Basta colocar um "cabra" no pé do craque durante o jogo inteiro para que a habilidade suma, o brilho se ofusque e a diferenciação desapareça.
O exemplo que ele deu foi o Ronaldinho Gaúcho. Por estar bem marcado, ele não jogou nada nem na Copa nem no Mundial de clubes.
Eu já acho que o Gaúcho nunca jogou bem na Seleção, mas isso é outro assunto.

A afirmação do colega parece fazer sentido, principalmente quando pensamos nas peladas que jogamos na infância e adolescência.
Nesses joguinhos inocentes ninguém quer ser goleiro ou zagueiro. Todo mundo quer marcar gols, ser artilheiro e coisas semelhantes.
A glória está em marcar gols, não em impedi-los.
Nada mais pejorativo quando se é criança do que ser considerado um grande goleiro ou um zagueiro eficiente.

Mais uma coisa que reforça a questão do sumiço sob marcação é a relação "habilidade X hábito". Entendo que o europeu já nasce pensando que a defesa é o melhor ataque. Para eles, é natural pensar em não levar gols antes de marcá-los. Não há magia em um jogo que termine 7 a 6. Muito melhor é 1 a 0 com poucas chances de gol e muitas botinadas nos mais habilidosos.
Obviamente que estou exagerando nas descrições, mas não duvido que as escolinhas de futebol européias tenham essa visão.
Acho até que as argentinas têm um pouco disso.

Mas aí vem o Galvão Bueno e diz que o Brasil não é Penta por acaso e que o futebol brasileiro sempre será superior.
Concordo em parte com isso. Que a habilidade do brasileiro é praticamente inigualável eu tenho certeza. Nem os hermanos chegam lá. Mas já foi o tempo em que o jogo era ganho só em se mostrar a "amarelinha".
Hoje, todo mundo quer ganhar do Brasil e alguns conseguem, que o diga a França, de quem somos fregueses históricos.

Concluindo o pensamento, acho que o Brasil seguirá tendo problemas se não se acostumar à marcação e tiver um senso mínimo de tática e organização.
O tempo do futebol romântico onde só o ataque importa já passou.
Que os craques baixem um pouco a própria bola e mostrem serviço dentro de campo.
Se não for assim, continuaremos e viver do passado e os defensores italianos continuarão a ser os melhores do mundo.
Sinal dos tempos!

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Zamorano

Dizer que ele foi o maior jogador da história do futebol chileno não deve causar mais do que riso em um brazuca típico que tem a seu dispor nomes como Pelé, Garrincha, Didi e Nilton Santos.
Mas para um chileno, Bam Bam é um assunto sério, quase uma questão de estado.
Não há quem discuta a importância que ele teve para fazer do futebol algo sagrado no país que vive espremido entre a Cordilheira e o mar.



Na verdade, o futebol já era importante no Chile, mas depois do surgimento de Bam Bam, nós passamos a ter motivos para acreditar que fazíamos a diferença. Ao menos um de nós fazia a diferença, fosse com a camisa merengue do Real Madrid matando no peito um passe de Amavisca e ganhando a liga Espanhola, fosse com a camisa vermelha da Seleção, entubando argentinos, colombianos e até os supremos brasileiros e garantindo uma vaga para a Copa da França.
Ao lado de Ivan estava o "matador" Salas, mas esse nem de longe conseguia a mesma simpatia da torcida.
Zamorano falava a língua do povo. Ivan era o poco chileno. Ivan era o Chile.



Mesmo quando o Chile foi despachado da Copa da França pelo Brasil o povo estava com ele. O povo chileno se encheu de esperança quando ele marcou e mesmo com o fim do jogo não deixou de idolatrá-lo. Zamorano era o só espírito de luta e não desistia nunca. Não era só o povo brasileiro que tinha esse lema.



Mas o tempo passou e seu desempenho deixou de ser memorável.
E com isso, sua fama também diminuiu, certo?
Errado. O povo segue amando aquele "índio" que colocou o Chile em evidência novamente e que jogava com alegria e paixão, coisas que a gente não vê muito nestes tempos de Nike, máscaras, excesso de peso e companhia.



Aprendam com Ivan, super-craques!

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Como identificar um futuro palmeirense

Sei que é provocação pura, mas não pude resistir a publicar esta imagem.

Para falar a verdade, ela é até fofinha.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Os futuros craques

Confesso que não entendi bem o regulamento do Sulamericano Sub-20 que acabou neste final de semana.
Um torneio que começa com 10 times na sua primeira fase, passa para 6 na segunda, bem que poderia ter 4 na terceira e uma final, não acham?
Se é para esticar o torneio e ganhar mais renda, por que não fazer um "todos contra todos" em turno e returno. Garanto que a Federação Paraguaia não iria reclamar.

Mas voltando à vaca fria, o torneio foi feito para escolher os dois representantes da América do Sul nas Olimpíadas de Pequim em 2008 e os quatro que disputarão o Mundial da Categoria no Canadá, sabe Deus quando.
Nada mau para um grupo de 10 seleções.
Muita chance para cada uma delas, principalmente para as tradicionais.

Infelizmente o Brasil Sub-20 não é tudo isso, apesar da evidente e tradicional técnica superior.
Tudo bem que um time com Lucas e Alexandre Pato não pode ser considerado exatamente ruim, mas acho que ele fica longe dos times anteriores onde o futebol era mágico e os resultados apareciam com muito mais facilidade.
Se alguém por aí disser que o nivelamento foi por baixo, serei forçado a concordar.


Lucas e Pato: os destaques da Seleção


E no final de tudo, mesmo tendo ganho o torneio e as vagas para a Olimpíada (finalmente) e para o Mundial, quem venceu mesmo não foi o Brasil mas sim os empresários que se deliciaram com a liberdade que tiveram e já dispararam a inevitável migração dos meninos para a Europa.

Antes que eu me esqueça: o outro time em Pequim será a Argentina e os dois que também vão para o Canadá são o Uruguai (que perdeu a vaga ao levar um gol aos 47 do segundo tempo) e o Chile (que estava garantido ao vencer o Paraguai, mas levou a virada e perdeu a vaga).


O choro de Carmona, o capitão chileno


Fonte: Terra

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Da Espanha para a Itália

Parece que tudo já está consolidado.
Ronaldo, aquele que um dia foi o Fenômeno, está com tudo certo para jogar em Milão.
Infelizmente para os tifosi da Internazionale, o destino dele é vestir a camisa rubro-negra do Milan, o que pode render alguns problemas para o ex-craque brasileiro.
Isso se a paixão for tão grande quanto aqui e eles acharem mesmo que o Ronaldo os traiu mais uma vez.

Os exames médicos já foram feitos. A volta para Madrid também, mas muitos apostam que isso foi só para fazer as malas e dizer "adiós" para as namoradas.

Dizem que a noite madrileña não será a mesma sem Ronaldo e Beckham, mas acho que os torcedores merengues não se importam muito com isso.
Se a destruição promovida pelo Fabio "Jack Welch" Capello funcionar, tudo valeu a pena.

Infelizmente para o italiano, o tiro pode sair pela culatra.


Hasta nunca, Real


UPDATE:

O negócio foi fechado e Madrid é passado, con direito a espetadas em Capello e lágrimas de crocodilo.
Boa sorte, Ronalducho, você vai precisar.

Fonte: Terra

segunda-feira, janeiro 29, 2007

A Copinha

Não deu para o Tricolor.
O Cruzeiro jogou bem e teve competência para ganhar a Copa São Paulo de futebol junior deste ano.
Os meninos do São Paulo bem que tentaram, mas Sérgio Mota não estava em campo e a sorte também não.
O goleiro pegou o sexto pênalti e com isso começou a festa de uns e o choro de outros.


A defesa decisiva


Aliás, Sérgio Mota deve ser um dos nomes escolhidos pelo Muricy para integrar o elenco do time principal do São Paulo.
O menino é um ponta-de-lança como os de antigamente e dá gosto vê-lo jogar. Elegância, inteligência, técnica e vontade. Me lembra o estilo do Falcão, mas jogando na posição do Raí. Vale a pena ficar de olho nele.

Além do Sérgio Mota, devem subir o zagueiro Breno e o atacante Léo Gonçalves.
O primeiro só não assume a camisa titular o Tricolor em um ou dois anos se for vendido para a Europa antes e o segundo pode virar uma ótima opção para um ataque com número limitado de nomes.

Somando tudo isso, apesar da doída derrota, pode ser que o futuro dos meninos do Tricolor seja bem promissor.

E para não dizer que não falei do Cruzeiro, os nomes que devem aparecer daqui a pouco são o meia Guilherme (co-artilheiro do campeonato, ao lado do sãopaulino Thiago) e o lateral Anderson.
Olho neles!

Fotos: Terra

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Libertadores 2007



O torneio internacional que mais agrada ao São Paulo começa no fim deste mês.
Quer dizer, o que começa é o torneio preliminar que define os últimos participantes do que se pode chamar de torneio "de verdade".
Essa fase traz os times que ficaram em posições relativamente boas nos campeonatos nacionais, mas que precisam disputar mais uma eliminatória para avançar e se juntar aos melhores.
É mais ou menos como o torneio de qualificação do Grand Slam do tênis: você faz vestibular antes de querer enfrentar os grandes.

Os confrontos dessa pré-Libertadores são os seguintes:
Chave 1
31/1 21h45 Blooming (BOL) x Santos (BRA) S. C. de la Sierra
7/2 21h45 Santos (BRA) x Blooming (BOL) Santos
Chave 2
30/1 20h15 Vélez Sarsfield (ARG) x Danubio (URU) Buenos Aires
6/2 21h15 Danubio (URU) x Vélez Sarsfield (ARG) Montevidéu
Chave 3
30/1 22h30 Dep. Táchira (VEN) x Dep. Tolima (COL) San Cristóbal
8/2 22h Dep. Tolima (COL) x Dep. Táchira (VEN) Ibagué
Chave 4
1/2 21h30 Tacuary (PAR) x LDU (EQU) Assunção
6/2 23h45 LDU (EQU) x Tacuary (PAR) Quito
Chave 5
1/2 19h15 Cobreloa (CHI) x Paraná (BRA) Calama
7/2 21h45 Paraná (PAR) x Cobreloa (CHI) Curitiba
Chave 6
25/1 1h15 América (MEX) x Sporting Cristal (PER) Cidade do México
1/2 0h15 Sporting Cristal (PER) x América (MEX) Lima


Depois desse primeiro "mata mata", os sobreviventes vão para a turma "maior" e começam a disputar o título propriamente dito à partir de 13 de fevereiro.
Exercitando um pouco a minha esquecida bola de cristal, a divisão dos grupos deve ser a seguinte:
Grupo 1: Banfield (ARG), Libertad (PAR), El Nacional (EQU) e Ganhador 6, que deve ser o América do México
Passam para a próxima fase: Banfield e América

Grupo 2: São Paulo (BRA), Audax Italiano (CHI), Alianza Lima (PER) e Necaxa (MEX)
Seguem: São Paulo, claro, e Necaxa

Grupo 3: Grêmio (BRA), Cerro Porteño (PAR), Cúcuta Deportivo (COL) e Ganhador 3, provavelmente o Deportivo Táchira
Seguem: Grêmo e Cerro Porteño

Grupo 4: Internacional (BRA), Nacional (URU), Emelec (EQU) e Ganhador 2, chances maiores para o Vélez Sarsfield

Grupo 5: Flamengo (BRA), Real Potosí (BOL), Unión Maracaibo (VEN) e Ganhador 5, na minha opinião o Paraná
Do grupo mais ridículo do torneio saem o Flamengo e o Paraná

Grupo 6: River Plate (ARG), Colo Colo (CHI), Caracas (VEN) e Ganhador 4, LDU com certeza
Passam: River e Colo Colo (viva Chile, mierda!)

Grupo 7: Boca Juniors (ARG), Bolívar (BOL), Cienciano (PER) e Toluca (MEX)
Passam: Boca e Toluca

Grupo 8: Gimnasia y Esgrima (ARG), Defensor Sporting (URU), Deportivo Pasto (COL) e Ganhador 1, o Santos
Passam: Santos e Gimasia


Infelizmente, apesar de ter procurado bastante no site da Conmebol, não achei nenhuma referência às datas ou à formação dos times para a fase seguinte.
Fico devendo essa.
Eu não deveria ficar surpreso. Não estamos falando da Uefa, por isso não é bom exigir coisas como planejamento ou preparo.

Um dia eu largo essa tal de América Latina e me mudo para o meio do Pacífico!

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Vale o recorde?

Essa é bem velha, mas como esqueci de comentar na época e o número de assuntos está rareando, resolvi registrar o riso que senti após ler a contestação de Chilavert ao recorde de gols atingido pelo Rogério Ceni.
E quando digo que ri é por que realmente fiz isso já que ouvir algo vindo de um "bandido" como Chilavert não pode receber outro tratamento.

Essa estória de que fazer gols na Seleção é o que vale até que tem um fundo de lógica, mas acho que ao adotar isso somos obrigados a pensar também na dificuldade em se firmar como titular nas seleções do Paraguai e do Brasil.
A competição aqui é bem maior e para deixar de lado qualquer preferência por um jogador do meu time, coloco aqui o desafio de encontrar alguém que ache que o Chilavert é melhor do que o Dida ou o Marcos.
Talvez até exista alguém que pense assim, mas pessoalmente acho que o gordinho não é melhor nem que o Taffarel!

Dito isso, acho que não há motivos para diminuir o feito do Rogério e para deixar de comemorar uma conquista de um jogador que normalmente evita gols, não os faz.
O cara é o maior goleiro-artilheiro da história e ninguém tasca!

A conclusçao final é que o recorde vale sim e muito, principalmente para a nação Tricolor.
E este ano tem mais.
Rumo ao gol 100!

sexta-feira, janeiro 19, 2007

O fim dos Galácticos

O Real Madrid está em decomposição e o cheiro já começa a empestear a Espanha.
O tal Fabio Capello chegou (de novo) e iniciou a revolução dentro do clube (a segunda), cujo início foi a dispensa de alguns medalhões considerados intocáveis em outras eras. Isso por que Zizou já havia partido por conta própria, o que deixou o time sem, pelo menos, metade da sua classe.
Ronaldo já foi descartado, o mesmo Ronaldo que ganhou e foi artilheiro da Copa de 2002, depois de se recuperar de uma grave lesão no joelho. Na verdade foram duas e mesmo assim ele voltou contra todas as expectativas.
Parece que desta vez não tem jeito.
Não que ir para o Milan seja algo realmente ruim, mas imagino que uma dispensa compulsória como a que está acontecendo agora não seja boa para a fama de nenhum jogador, mesmo que ele só se arrisque em jogos de solteiros e casados.


Beckham e Ronaldo: rumo à aposentadoria?


As tais dipensas cometidas por Capello não são nada desprezíveis.
Além do Fenômeno, Beckham, Cassano e Michel Salgado, aquele que quebrou a perna do Juninho Paulista, já não fazem mais parte dos planos para 2007.
Ou eles arrumam outro clube ou se resignam ao desemprego e, por que não, à aposentadoria.
E o pior é que a torcida apóia as mudanças (mesmo após o incidente do final de semana).
Nada mais natural para um time que não ganha nada há anos e que ficou conhecido como "los galacticos".
Prova de que nome e fama não ganham nem par ou ímpar.


O apoio da torcida ao treinador


Não gosto do estilo de Capello. Ele joga para trás e não preza a qualidade do futebol, só a eficiência. Se fosse no Brasil, ele seria um Felipão piorado, mas muito piorado. Uma mescla da arrogância de Leão com o pragmatismo do Parreira. Um horror!
Mas mesmo que eu não goste dele, acho que ninguém aguenta mais esperar pela reação do Real. Nem meu ex-chefe espanhol que, mesmo apaixonado, não tem muitas esperanças.
E como é preciso fazer algo, por que não economizar uma grana e começar as degolas pelos que tiverem maior relação salário x mau desempenho?

Mesmo dispensado, Beckham não deve se dar mal.
Ele assinou um contrato com o Los Angeles Galaxy e vai jogar nos "espetacular" campeonato americano.
Para um jogador estrela, nada melhor do que a cidade do cinema.
Mesmo que ele não jogue nada, acho que ninguém vai reclamar já que a cidade está acostumada a ver porcarias das suas outras estrelas. Tom Cruise que o diga.


Beckham e a mãe: saudade?


Como bom torcedor merengue, espero que as mudanças levantem o time, que os brasileiros restantes (Robinho, Cicinho, Marcelo) tenham mais chances, que o Capello seja mandado embora e que o Barcelona volte ao ocaso de onde não deveria ter saído.
Ao Ronaldo, desejo que ele decida se aposentar e realizar o sonho de acabar a carreira no Flamengo.
Quanto mais inofensiva a equipe, melhor para as suas baladas e namoros.

Fonte: Terra

quarta-feira, janeiro 17, 2007

A formação do time



O Tricolor 2007 ainda está e formação.
Vieram Francisco Alex, Caiuby, Borges e Fernando e se juntaram aos já contratados Hugo e Jadílson.
Nenhuma super-estrela, alguns jogadores muito jovens e o irmão do ex-corinthiano Carlos Alberto, o que não me agrada muito por temer certas características genéticas, mas não há nada a fazer. A coisa já está feita.

Isso não seria exatamente uma reposição da importantes peças que se foram - Danilo e Fabão - mas serve como um ótimo começo.
Talvez durante o Paulista, o time se acerte e o Muricy visualize quem pode ajudar o time a ganhar tudo e quem não passará de um eficiente reserva ou membro da equipe que vai excursionar para a Índia.

Como o mundo é redondo, também aconteceram partidas: Ramalho, Edgar, Alex Dias e Mineiro não estão mais no time.
Com relação a este último, ninguém sabe onde ele está já que o contrato com o São Paulo não foi renovado e o novo time ainda não apareceu.
Me cheira a trapalhada de empresários, mau direcionamento e prejuízo maior exatamente para o jogador que fica inativo com essa indefinição.
Vamos ver o que vai acontecer.

No terreno das possibilidades seguem os nomes de sempre: Dagoberto, Carlos Alberto do Figueirense, Cléber Santana e o sempre desejado Nilmar, que parece estar se acertando com o Corinthians, mas por um tempo curto.

O importante disso tudo é que o time faça um bom Paulista, idealmente com mais um título, que o entrosamento venha e que todos fiquem "em cima dos cascos" para a Libertadores, onde o Tricolor vai buscar o Tetra, que já se visualiza com muito difícil mas que eu acredito que seja plenamente possível.
Alguém aposta contra o time 4-3-3?

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Estádios


A bela fachada


O primeiro estádio da minha vida deve ter sido o velho Pacaembu.
A dúvida é natural quando a primeira experiência futebolística acontece quando se tem cinco anos de idade. Essa informação também é duvidosa, mas bem pouco importante para o que tenho em mente.
Quero falar da experiência de ir ao estádio e compartilhar o instinto coletivo com aquele bando de gente que assume sua irracionalidade durante quase duas horas e frequentemente sai satisfeito com isso.
Não importa se falta leite em casa, dinheiro no bolso e emprego na segunda-feira.
A experiência de ir a um estádio de futebol é tão única, que se não justifica tudo, pelo menos ameniza grande parte das dores desta vida.

Voltando ao Pacaembu, não conheço lugar mais agradável para ver uma partida de futebol.
Mesmo a chuva torrencial que peguei na primeira vez, quando estava com meu velho pai e meu tio do coração, serviu para diminuir a festa.
Naquela época não havia metrô na Zona Oeste e por isso caminhamos na chuva por toda a Avenida Pacaembu até conseguir pegar um ônibus próximo à General Olímpio da Silveira.
Era um Corinthians e XV de Jaú em um Paulista do início dos anos 80. Infelizmente não me lembro do ano, mas sei que os corintianos ganharam por 2 a 1.
Apesar de ser um semi-fanático tricolor paulista, meu pai gosta de tudo que se refere a povo e uma afinidade pelo time da Fiel era algo natural. Daí a nossa presença nesse jogo.


O belo e bom Pacaembu


O Pacaembu é caloroso, colorido, acessível (ao menos hoje) e, acima de tudo, bonito.
A sua fachada é o máximo e seu entorno é melhor ainda. Até quem mora ali perto não tem do que reclamar já que pode ter o privilégio de ver o jogo sem pagar nada, de uma distância maior, é verdade, mas ainda assim de graça.

Já o Morumbi é outra estória. Um estádio grande, distante, meio gelado, mas cheio de significados. É a casa do meu São Paulo, o que já diz tudo sobre o seu lugar no meu coração. É para que vou quando quero gritar gol e é lá que pretendo estar quando o Tricolor ganhar o tetra no próximo domingo.


O grande Morumbi


Além do futebol, o Morumbi também é o lugar onde me encontrei com a turma do Bono por duas vezes, o que só aumenta a ligação com o lugar.

Antigamente eu achava muito complicado chegar até o templo tricolor. Eu não tinha carro e por isso só entrava no estádio se fosse acompanhado de algum amigo do meu velho que nos dava carona e nos colocava de algum jeito no meio das numeradas.
Acho que meu pai sentia a mesma dificuldade já que nunca fez questão de nos levar ao estádio. Na verdade, devem ter existido motivos muito mais importantes do que esse, mas a verdade é que isso ma ajudou a não ter muita simpatia por estádio e aglomerações.


A fachada do Morumbi


Ainda bem que existem os automóveis e os estacionamentos de shopping, que mudaram radicalmente a ordem das coisas.
Agora posso pegar o carro da família, colocar a minha mineira ao meu lado e rumar para o distante Morumbi para curtir a brisa fria do bairro e a energia quente da galera.
Mesmo com os preços extorsivos que alguns malandros teimam em cobrar pelos diversos tipos de estacionamentos disponíveis, ainda acho que valha a pena se posicionar lá em cima na arquibancada e curtir toda a alegria que o São Paulo nos proporciona.

Se Ele quiser esta será apenas a primeira de muitas vezes que veremos o Tricolor campeão!


O templo Tricolor lotado

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Don Diego

Eu amo o Maradona!
Amo o gol de mão e os dribles em todo o time da Inglaterra em 86, as embaixadas com um limão na adolescência, a agressão contra o Batista em 82, a comemoração energética e raivosa em 94 e o show atual nos jogos de Showbol.
Amo até a perseguição americana em 94, que flagrou Don Diego "alto" novamente e mostrou o quão "goiabas" podem ser mesmo os filhotes de Bush.
Amo quase tudo no Maradona, que para mim é 99% perfeito.
Só falta uma coisa para ele atingir o grau de divindade: ser brasileiro.



Sim por que se Maradona fosse brasileiro, a briga pelo título de melhor de todos os tempos teria muito mais graça.
Sendo argentino, nossa preferência por Pelé fica muito mais fácil.
Somamos a fome de amar Pelé com a vontade de comer de odiar os argentinos e a coisa se resolve por aí.
Mas se ele fosse brasileiro, ah, teríamos um problemão nas mãos.
Como tenho a tendência de gostar mais de jogadores que vi jogar, comigo Maradona teria um voto garantido.



Admiro tanto o jogador Maradona, que consigo separá-lo do homem, drogado, desbocado, mal-educado e vulgar. O jogador Maradona é o máximo e o homem é apenas um homem.
Mas apesar de separar o homem do jogador nas minhas preferências, não chego ao cúmulo de considerá-los comos pessoas diferentes como faz nosso querido Pelé.
Ambos são aspectos da mesma pessoa e como tais podem gerar amores e ódios.
Também acho exagerada, para não dizer ridícula, a fundação da Igreja Maradoniana em Buenos Aires, mas aí me lembro que eles são argentinos e isso me tranquiliza.
Como algumas pessoas uns 2000 anos antes, eles certamente não sabem o que fazem.



Acredito que, comparações à parte, não há quem não admita que Maradona é um jogador a se invejar e que seria ótimo tê-lo do nosso lado.
Feliz ou infelizmente isso não aconteceu e temos que aturar nossos vizinhos com mais esta razão para se considerarem os maiorais.
Correndo o risco de ser apedrejado pelos meus vizinhos, confesso que em se tratando de Maradona, os argentinos estão cobertos de razão.



quinta-feira, dezembro 28, 2006

Se mexe, Timinho!

“Se o São Paulo que ainda nem levantou a taça já está se preparando para 2007, nós, que sofremos durante boa parte do ano, temos que fazer o mesmo e é agora.”

Com o perdão da licença poética, foram mais ou menos estas as palavras do técnico do Corinthians, Emerson Leão.
Obviamente ele se referia ao anúncio da contratação do lateral-esquerdo Jadílson logo depois do empate com o Atlético Paranaense que definiu o título para o Tricolor.
Enquanto o São Paulo já se preparava para os torneios de 2007 (Libertadores, Sulamericana, Paulista, Brasileiro e excursões), o Corinthians perdia tempo fazendo churrascos para comemorar a permanência na Série A e brigando com a MSI pelo controle do Departamento de Futebol do clube.

Pessoalmente, acho bom que seja assim mesmo. Quanto mais alegrias o Timinho me proporcionar, melhor.

Por falar em contratações, a novela Dagoberto continua e já estou achando melhor desistir dessa brincadeira. Como dizia um sábio sem-teto lá da vizinhança onde eu cresci, se não dá, não força.

Mas se Dagol não vier, Hugo (que pode ocupar a meia-esquerda no lugar de Zidanilo) e Jadílson já vieram e outros ainda virão.
É o Tricolor querendo formar três times e ganhar tudo no ano que vem.
Será que dá?
Ah, dá!


Hugo, ainda jogando pelo Grêmio



Jadílson na apresentação