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sábado, julho 03, 2010

Pé frio

O mais novo folclore das Copa diz que o Mick Jagger é o maior pé frio da história!
Segundo o boato, ele torceu para a Inglaterra e o time perdeu. Torceu para o Estados Unidos e o resultado foi o mesmo. Torceu para o Brasil e todo mundo sabe o que aconteceu.

Sendo assim, como eu não creio nas bruxas, mas que elas existem, existem, vou aproveitar o intervalo no jogo entre Argentina e Alemanha e deixar o meu desejo de boa sorte via Mr. Jagger.


I can get no, Argentina


Prevenção nunca é demais!!

terça-feira, agosto 19, 2008

Pouco caso


O contraste do jogo


Eu devia ficar pistola da vida com a derrota para a Argentina, mas não consigo deixar de pensar que deu a lógica. Ganhou o time que mais se preparou e que levou mais a sério o torneio.
Sim, por que achar que ter um projeto olímpico é convocar o Ronaldinho Gaúcho é piada de mau gosto. Justo ele que já fez chover em campo, mas que foi convocado pelo Ricardo Teixeira, não jogava há meses e estava mais barrigudo do que eu.
Foi bem feito para a arrogância da Seleção que insiste em querer ganhar jogos sem jogar, só com a "tradição".

E digo mais: enquanto essa bagaça olímpica não for levada a sério, o Brasil não ganhará o ouro! Enquanto muitas seleções ficam concentradas por semanas, nosso técnico declara que a Olimpíada não é prioridade. E acho também que enquanto tivermos que lidar com o "capitalista" Ricardo Teixeira e sua sanha por dinheiro que nos leva a jogar amistosos de preparação contra as "potentes" Cingapura e Vietnã, é provável que até a Copa do Mundo se torne algo distante para nossa Seleção.

Ô raiva que me dá!

quarta-feira, julho 18, 2007

A final dos sonhos



O meu querido Olé já havia mandado gelar um caminhão de Quilmes e alguns tonéis de tinto de Mendoza!
As proximidades do Obelisco da Nueve de Julio estavam apinhadas de gente louca para gritar gol tantas vezes quanto fosse necessário a cada vez que Messi partisse para cima do gol do Brasol!
Todo mundo esperava uma goleada, até mesmo o Ricardo Teixeira.
Mas parece que alguém esqueceu de avisar ao Time de Volantes que ele deveria ser goleado e sair de campor agradecendo a oportunidade de perder a final para a Argentina de Riquelme, Verón, Tevez e Messi.
E como quem não avisa, não pode reclamar da reação do adversário, o Brasil B (termo do próprio Olé) deu show em Caracas e levou o bi da Copa América.

http://esportes.terra.com.br/futebol/copaamerica2007/interna/0,,OI1761204-EI8892,00.html


O Olé decretando o fim de uma geração na Argentina


E o show começou logo cedo, com um Brasil batendo até na sombra e uma Argentina lenta e pouco perigosa.
Apesar de não gostar de violência e de "futebol-destruição" (o Elano poderia ter sido expulso em mais de uma ocasião), achei que a tática da Seleção foi perfeita: "já que somos inferiores tecnicamente, vamos inverter os papéis e não deixar eles jogarem", poderia ter dito o Dunga.

E tudo começou com um chutão travestido de lançamento do Elano para o Júlio Baptista, que parou a bola, teve calma para esperar e chutar no ângulo de "Pato" Abbondanzieri, que deu uma de Doni e estava na linha da pequena área.
Enquanto tudo isso acontecia, o "grande" Ayala assistia a tudo e optava por não se aproximar demais do volante brazuca.
Deu no que deu.


Júlio Baptista e Vágner Love comemorando o golaço


Aliás, o mesmo Ayala teve participação no segundo gol. Mesmo que ele quisesse, fica difícil imaginar uma finalização tão boa contra o próprio gol.
E melhor do que o gol foi o "Pato" botando as mãos na cabeça e o próprio Ayala desistindo de se levantar por achar que a vaca já tinha se afundado definitivamente no charco venezuelano, ainda mais com a confirmação de que a defesa era provavelmente o único ponto fraco do time.

E ainda houve tempo para uma ótima entrada de Daniel Alves no meio.
Entrou, jogou bem e fez o terceiro. Caixão fechada e alma devidamente encomendada, a Argentina já era. O "time de volantes" era campeão e não adiantava chorar.


Daniel Alvez fazendo o terceiro



Os "capitães", Gilberto Silva e Juan, levantando a taça


Já do outro lado do Atlântico, o entusiasmo não era tão grande assim.
Os espanhóis preferiram dizer que Messi não havia ganho o título que merecia, que o Brasil havia sido violento e que o futebol-arte havia sido trocado pelo estilo "à italiana".
Fiquei pensando se eles haviam dito a mesma coisa no ano passado quando a Itália foi campeã do mundo (jogando desse mesmo jeito) ou se trata-se apenas de alguma espécie de "imperialismo esportivo tardio".

Há de se ressaltar um detalhe que pode passar despercebido da maioria, mas que simboliza bem a união e concentração de um time: nenhum jogador da Argentina vai para o vestiário no intervalo antes de estarem todos no meio do campo para uma saída coletiva.
Não deu muito certo no domingo, mas eu gostei do gesto.

Mas nem tudo são flores no mundo do futebol brazuca.
Mesmo com a rendição de Riquelme, não dá para achar que está tudo bem e que nada precisa mudar.
Infelizmente para mim, não dá para esquecer Kaká e Ronaldinho e nem dá para achar que o grupo das eliminatórias é esse que é campeão.
Não se pode achar que tudo está bem quando ninguém cria jogadas e o meio de campo é todo formado por volantes.
E não se pode achar que o trabalho do Dunga é bom por conta da vitória. É preciso mais, muito mais do que isso para se consagrar e ganhar o respeito de quem ama futebol.

Pior que tudo é ouvir o Galvão Bueno mencionar a aparente contradição entre o significado de Seleção (que seria respeitado pela Argentina, ao só convocar os melhores) e o caminho seguido pelo Brasil, que fez da Copa América uma nova experiência.
Fiquei me perguntando de que forma uma Seleção consegue mudar de geração de jogadores se não for assim. Quer teste melhor para um grupo novo de jogadores do que um torneio oficial contra o time A de uma grande Seleção?
Coisas do sábio tio Galvão.

Fotos: Terra e Lance

quinta-feira, julho 12, 2007

E agora?

Deu a final que, segundo o monstro sagrado Galvão Bueno, o mundo inteiro esperava.
Tirando a arrogância e o autocentrismo embutidos na frase, é mais ou menos isso mesmo.

A Argentina contou com shows de Riquelme (nos jogos anteriores) e Messi (na semi contra a México) para abrir caminho a machadadas e bom futebol.
Aliás, alguns super-patriotas quiseram comparar o presente e o futuro de Robinho e Messi, mas eu acho isso impossível. O argentino está anos-luz à frente em tudo. Talvez só no samba o nosso menino seja melhor.


Messi: muito melhor do que Robinho


Mas voltando à final, o Brasil contou com a limitação e o medo dos rivais e com várias forcinhas da arbitragem (a última, escandalosa, contra o Uruguai) para chegar, meio que aos tropeções, mas chegar. Ah, na semi, além do juiz, o Lugano também era nosso.


Doni, mais ou menos na posição em que estava quando defendeu o pênalti batido por Lugano


Isso significa que os Hermanos vão atropelar?
Felizmente para nós, não necessariamente.
Uma final possui características técnicas e psicológicas um pouco diferentes e permite que um time inferior tecnica e taticamente (como sabidamente é o do Brasil) equilibre o jogo e até ganhe de um time que joga por música e dá espetáculo.

Como saber qual será o resultado?
Felizmente também isso não é possível. A coisa toda é meio que imprevisível, apesar do temor que todo brazuca deve estar sentindo neste momento.
"Aí vem o Messi!", podem pensar alguns.
"Como parar o Riquelme?", diriam outros".
"Liguem para o meu dentista e avisem que vou jogar contra o Ayala e o Heinze!", finalizariam os demais.

Seja como for, domingo tem mais sofrimento.
Só espero que seja como em 2004 e que a arrogância e a decepção só fiquem do lado deles!

sexta-feira, maio 04, 2007

(pronto) Inacreditável



Não há explicação coerente para o que fez o goleiro do Velez Sarsfield durante o clássico contra o Boca na noite da última quarta-feira.
Foi uma agressão violenta, desmedida e totalmente desnecessária.

A bola estava dominada, o jogador Palacio do Boca estava longe e o risco de choque era praticamente nulo. Era uma simples questão de pegar a bola no alto, pisar o gramado novamente e sair jogando.
Mas isso é simples demais para algumas pessoas que fazem hora-extra aqui neste mundo.
Para que fazer direito se eu posso fazer errado e "me dar bem"?

É, mas parece que ele não se deu tão bem assim: foi expulso, seu time foi punido com um pênalti (que o infeliz do Palermo perdeu, mas isso é outra história), a derrota por 3 a 0 deve custar a classificação e a punição deve novamente pesar no bolso.

Na minha opinião, isso é pouco. Cadeia seria mais apropriado para um bandido dessa estirpe, mas duvido que se chegue a esse ponto.
Pelo menos se começou bem e a coisa não acabou em pizza ou parrillada.
Vamos ver as consequências!

Fonte: Terra